A Polícia Civil prendeu em flagrante, na tarde de quarta-feira (1º), o gerente e um funcionário de uma loja de pneus na região central de São José dos Campos, após denúncias de clientes que acusaram o estabelecimento de aplicar golpes em serviços automotivos.
De acordo com o delegado Reinaldo Checa Júnior, responsável pelo caso, os dois suspeitos adotavam uma estratégia de diagnósticos fraudulentos para induzir clientes a pagar por reparos que nunca foram feitos ou por substituições de peças desnecessárias.
O golpe
Um dos casos relatados chamou atenção pela discrepância: um motorista que levou o veículo apenas para trocar dois pneus em promoção, avaliados em R$ 490, recebeu uma cobrança final de R$ 5.990. Segundo a investigação, a equipe teria retirado uma peça e alegado que havia quebrado, induzindo a vítima a acreditar que seria necessário trocar todo o câmbio.
“Era para ser um serviço de cerca de R$ 400 e o orçamento saltou para quase R$ 6 mil. Essa prática se repetiu em diversos atendimentos, sempre com valores abusivos e sem a realização do serviço prometido”, afirmou o delegado.
Além de cobranças irregulares, algumas vítimas denunciaram que chegaram a ser coagidas a pagar valores elevados para retirar seus carros, com orçamentos que ultrapassavam R$ 16 mil — quase o valor de tabela de alguns veículos.
Prisão e investigação
O gerente e o consultor foram conduzidos ao Centro de Triagem de Presos de Caçapava. A perícia esteve no local e recolheu notas fiscais, orçamentos e peças, que agora passam por análise técnica.
Até o momento, já foram registrados 13 boletins de ocorrência contra a loja. A Polícia Civil também apura a eventual responsabilidade do proprietário do estabelecimento, que não estava presente no momento da ação.
Segundo o delegado, será pedida a prisão preventiva dos suspeitos devido ao número de vítimas e à gravidade do esquema. Ele destacou ainda que os alvos mais frequentes dos golpes eram idosos, mulheres e clientes com pouco conhecimento mecânico.
O que diz a empresa
Em nota, a empresa Pneu Z negou as acusações. A loja afirmou que todos os serviços só são realizados após assinatura de orçamento prévio pelos clientes, alegou atuar de forma transparente e justificou os valores cobrados como compatíveis com custos operacionais, mão de obra qualificada e garantias oferecidas.
Foto de capa: Divulgação









