A partir desta quarta-feira (1º), São José dos Campos começa a quarta Avaliação de Densidade Larvária do ano. Até o fim de outubro, agentes de combate às endemias vão circular pelos 3.163 quarteirões da cidade para medir os índices de infestação do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya.
O trabalho acontece em todas as 42 áreas urbanas. Em cada região, são sorteados os imóveis que entram na amostragem. Ficam de fora terrenos baldios, casas em construção ou abandonadas, além de áreas verdes.
Portas abertas para a saúde
A colaboração dos moradores é peça-chave. Os agentes precisam entrar nos quintais e verificar pontos de acúmulo de água que podem virar criadouros. Todos atuam uniformizados e com crachá de identificação. Quem tiver dúvida pode checar os dados oficiais pelo site da Prefeitura.
O que os números mostram
Na última checagem, em julho, a cidade registrou uma queda de 85% no Índice Breteau — indicador que mede a presença de larvas. O número caiu de 2,2 em janeiro para 0,3, dentro da faixa considerada satisfatória. Na prática, isso significa que, a cada mil imóveis vistoriados, foram encontrados apenas três focos do mosquito.
O resultado já é melhor que os registrados no ano passado, quando o índice foi 0,5. A melhora se deve ao trabalho contínuo dos agentes e também ao esforço da população em eliminar recipientes que acumulam água.
Os dados levantados agora vão indicar onde o combate precisa ser reforçado. Dependendo dos índices, podem ser intensificados mutirões de limpeza, nebulização em áreas específicas e campanhas educativas.
Com a proximidade do período de chuvas, o alerta fica: basta uma tampinha de garrafa cheia de água para que o mosquito se reproduza. A vistoria oficial ajuda, mas o cuidado de cada morador é decisivo para manter a cidade em índices baixos de infestação.
Foto de capa: Divulgação









